Desde que me lembro das comemorações oficiais do Dia do Trabalhador, em Portugal, já lá vão 38 anos (não pertenci à resistência, mas admiro todos os que lutaram pela liberdade), este ano, a data reveste-se de um significado especial. Cada um, à sua maneira, deve deixar impresso, neste dia, a sua marca!
Nunca o 1º de Maio, neste 38 anos, decorreu no meio de tanto desemprego, precariedade, incerteza, ameaças à dignidade do trabalho e dos trabalhadores, no meio de tanta sonegação de direitos do trabalho, em nome de uma necessidade de recuperação que apenas olha por aqueles que mais contribuíram para situação em que a Europa e Portugal, em particular, se encontram.
Em nome deste caos instalado, em que as medidas se contradizem e os responsáveis se desmentem a cada minuto, desnorteados pela ineficácia das suas medidas, cegos pela poeira que se levanta e lhes turva a vista a cada passo que dão no pantano seco, varrido por ventos de especulação, surgem novas bandeiras, como a da incerteza constante do emprego, o fim do emprego para a vida e outras bacoquices, que uns quantos pseudo-alinhados vão veiculando em nome da precariedade e da mobilidade que enriquecem o currículo.
Personalizemos o pensamento por uns momentos, aliviemos o nosso pensamento de ruidos e pensemos nas ideias peregrinas do parágrafo anterior... É isto que desejas? Foi desta forma que se formaram grandes empresas, foi desta forma que se atingiu a estabilidade social, é desta forma que os países com desenvolvimento sustentado prosseguem os seus objectivos? Então o que se pretende com esta nova pseudo-mentalidade?.... que afinal não leva a nada, apenas alivia aparentemente, como a manta que não é suficiente para cobrir o corpo e que num movimento contínuo apenas o deixa mais exposto e desesperado.
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| Manifestação de Chicago 1 Maio de 1866 |
Nunca como hoje, é necessária a nossa intervenção, cada um como sabe ou pode, contribuido para por a nú a ineficácia do atoleiro onde nos meteram em nome de uma coesão europeia de que cada vez somos mais periféricos, porque cada vez mais endividados como país e cada vez mais desesperados como pessoas, acusadas de irresponsabilidade e entaipadas pelo espectro do desemprego, que nos é acenado a cada dia com mais vigor por gestores de conduta ética duvidosa, movidos por objectivos pouco claros e que procuram fundamentalmente benefícios pessoais a todo o custo e sem olhar a meios. Foi esta geração de gestores, que forjou resultados, que recebeu chorudos bonús e que empobreceu as organizações. Agora, com as empresas totalmente descapitalizadas, procuram o assalto final através de uma maior exploração do trabalho, da redução dos salários e dos direitos, colocando no lugar dos accionistas, que nos bons tempos dividiram os lucros, os trabalhadores, para cobrirem os prejuízos. É isto que nos espera se nada fizermos, se nos limitarmos a ser espectadores passivos de um teatro real, onde todos, activamente ou passivamente são actores.
Nunca como hoje, o 1º de Maio é a realidade que nos une e que fará de todos mais pessoas, resistindo ao papel de marioneta a que nos querem reduzir.
1º de Maio... Sim, não é uma ilusão!
É o primeiro dia, para muitos, de cerrar os punhos e de os levantar na cara dos oportunistas da crise, governantes e gestores vampiros, que esperaram pela "calada da noite, para sugar o sangue da manada".
É o primeiro dia, para muitos, de cerrar os punhos e de os levantar na cara dos oportunistas da crise, governantes e gestores vampiros, que esperaram pela "calada da noite, para sugar o sangue da manada".








A partida de Tavira, a estreia de uma fabulosa e quase desconhecida estrada na Serra da Estrela, a teatral chegada à Covilhã, o almoço em Sabrosa ou o espectáculo final montado em Boticas foram algumas das novidades desvendadas durante a apresentação do 14º Portugal de Lés-a-Lés.
A acção começa cedo, com um madrugador arranque às 6:00 para as primeiras equipas, numa travessia que palmilhará a serra do Caldeirão rumo a um Alentejo escaldante, em dia de milhentas curvas, com paragem para retemperador lanche em Mação. Pausa para recuperar alento, bem importante na demanda da Covilhã, onde, depois de uma primeira abordagem à Serra da Estrela e da passagem pelo centro histórico marcado pela outrora fortíssima indústria têxtil, os concorrentes têm direito à mais teatral das chegadas do Lés-a-Lés. Desafio lançado pela Comissão de Mototurismo da Federação de Motociclismo de Portugal e acolhido com entusiasmo pela Câmara Municipal da Covilhã, que levará os participantes a entrar literalmente em cena, com direito a cortina em espectacular anfiteatro.
Aperitivos apresentados pela organização para um percurso ainda mais recheado de motivos de interesse, verdadeiro caleidoscópio de sensações ao longo de um milhar de quilómetros por algumas das mais belas estradas nacionais, municipais e regionais de Portugal, com menor percentagem de caminhos de terra batida, num evento cujo prémio é o melhor conhecimento de um país verdadeiramente ímpar e surpreendente a cada curva.











