sábado, 11 de setembro de 2010

Um bom exemplo para a "proclamada" PISCINA! (DISCUSSÃO) - V

NA FONTITA CLARO!
Depois das cheias e das obras de requalificação... onde estamos?
... Os donativos, sem decisões não valem nada!
A boa intenção dos pioneiros está a desvanecer... porquê?
Cabe às forças "vivas" uma palavra de orientação, um passo para o início da discussão (...se é que aqui cabe alguma discussão?). Fausto, isto é para ti!

No video abaixo fica claro que a construção de um equipamento de raiz não é a única alternativa, aproveitar os recursos pode traduzir-se numa mais valia!

Podem sempre utilizar-se os recursos naturais e recuperar zonas aprazíveis. Para isso não basta a sensibilidade, há que ser objectivo e perceber da viabilidade dos locais: eu, falo sempre da "minha querida Fontita"!... Mas a curva da Eira das Casas também aparenta condições magnificas! E, existem outros locais tão magnificos!!!!
(Há que considerar a (1) zona envolvente, a (2) àrea disponível - pública e privada - o (3) caudal de água, a (4) exposição solar - máximo número horas de sol - as (5) acessibilidades...)
Venham daí essas ideias e que se nomeie um júri, de que deverão fazer parte a Junta de Freguesia e os beneméritos (até à data... aqueles que avançaram!).
obs...
 o Xavier pode ser um bom consultor!
Porque esperamos?


Fausto Baptista disse: (I)


victor, antes de mais aconselho te a visitar S.Jorge com tempo e a inteirares te da realidade actual, talvez te seja benéfico para nao cires em erros nos comentarios que fazes.
Depois, também dizer te que os que aé agora contribuiram sabem o que se esta a passar e sabem o que esta Junta de freguesia pretende e sabem que "a proclamada piscina" nao esta esquecida.
Também aproveito para te dizer acolho todas as opinioes, venham de onde vierem, mas que haja algum senso na forma como as fazem, porque por vezes da se a entender que por aqui nao se faz nada nem ha quem faça e quando se faz alguma coisa é porque alguem nos pica ou nos obriga a fazer.
Mais uma vez digo que aceito todas as opinioes, mas que sejam credíveis, porque falar da Fontita ou da curva da Eira das Casas para se fazer uma praia fluvial, so demonstra falta de conhecimento da Freguesia.
um abraço



Vítor Baptista disse: (II)

Caro Fausto!
Em primeiro lugar, deixa-me dizer-te que a tua resposta é um sinal muito positivo de interesse, independentemente do conteúdo.

Sabes, que a força das discussões depende do interesse que se cria à volta delas, daí a que a palavra "proclamada" tenha sido escolhida para significar que este tema foi "publicamente anunciado". Este é um facto que não deve gerar polemicas!

O reparo que fazes à minha pouca assiduidade na Nossa Terra é outro facto de que me penitencio e do qual sou quem sai mais prejudicado sentimentalmente.

Já aos erros que atribuis, eu prefiro chamar-lhes "detonadores" da discussão para que o tema deixe de estar na esfera dos que até agora contribuíram e passe para um plano de desenvolvimento real, ao qual todos se sintam ligados, com donativos, com ideias ou com o seu know how. É também um facto de que foi este o objectivo que presidiu ao arranque do projecto, numa intervenção pública, com o lema "TODOS JUNTOS SEREMOS CAPAZES!"?

É de esperar, ao invés do que agora sucedeu, que os locais por mim adicionados (fruto das minhas memórias e dos meus sentimentalismos - reconheço), suscitem OUTRAS ALTERNATIVAS e que sejam conhecidos os critérios objectivos que vão permitir uma escolha, clara e transparente, que todos entendam. Também adicionei no meu artigo alguns critérios que considero essenciais, em número de 5. Pergunto, estes critérios são credíveis e susceptíveis de ser aperfeiçoados?

Quanto ao vídeo que apresento (a título de exemplo) e que serviu de "mote" para este artigo, deixa clara a minha posição face a uma solução que aproveite os recursos naturais que temos. Este é um tema que já teve alguns desenvolvimentos em fóruns do cebola.net mas... por aí ficou! Sem esta discussão é possível desenvolver o projecto ou captar o interesse de todos?

Acredito que um caminho ou um projecto, quando se traça, tem uma meta (objectivo) e que esse meta só se alcança quando se começam a dar os primeiros passos (etapas). É, pois, passo a passo que as coisas se constroem. Neste projecto, foi dado o primeiro passo, outros se lhe seguem. É importante traçar as próximas etapas?

Foi com este sentimento que publiquei o meu comentário e que tu, agora, me dás oportunidade de esclarecer e de reforçar.
Obrigado!
Vitor


Fausto Baptista disse: (III)


Boa noite Victor
para quem me conhece bem, adoro o debete de ideias e o frente a frente, mas para se debater e alimentar qualquer discusao mesmo que o que se pretenda é trazer para a praça publica determinado assunto, este(s) so pode(m) ter continuidade se teem fundamento credivel, nao é lançar uma uma "picada" para o ar e esperar que a seguir o debate tenha seguimento, comigo nao, porque ate ou se discute e debate com seriedade ou vale mais esperar por novos episodios se os houver:
quando falas em critérios so te digo que o 1 criterio a ter em conta antes de qualquer investimento, é saber se o que vamos precisar mais nesse projeto existe, e neste caso concreto o mais importante é a agua e ela nao existe e como tal devia ser o 1 e nao o 4 criterio.
tambem te digo que nao sou adepto de alimentar comentarios fora do local certo para o fazerem em relaçao a actividade da junta e agora mais que nunca teras essa oportunidade de o fazer no dia 25 deste mes. ate la um abraço
Fausto Baptista



Vitor Baptista disse: (IV)


Caro Fausto!

Confesso que agora fiquei confuso!... A Piscina, ou a represa é ou não um Projecto credível? Falar disso é "picar"?

Se, repentinamente, perdeu interesse é a primeira vez que é tornado público. Não tinha conhecimento! Assim concordo contigo, para quê discutir?

Um abraço!









constantino disse... (V)






Palavra de honra, Victor. Para que se mete você em assuntos que não são da competência de estranhos? Palavra de honra que não esperava isso de si! Eles, os autarcas só se interessam por botos. Vale mais a opinião de um promitente botante do que a opinião, mais que credível, de um filho da Terra, da qual já deu provas provadas de que a ama muito, sobretudo à romântica fontita. Pois bem, você fala de uma piscina, e, indirectamente, chama a atenção de que, com a demora e as incertezas, se poderão perder irrevogavelmente ofertas e promessas de ofertas para esse fim. Já o ilustre autarca nem nisso repara e, em vez disso, refere unicamente uma praia fluvial. Mas o Victor falou em praia fluvial para a fontita? Ou somente de uma piscina?
Já agora, ilustre autarca, porque não consta um talo de cebola nos links do blog da freguesia? Tem alguma coisa contra este filho da terra? Já diversas vezes manifestei a minha estranheza no local próprio do referido blog e ... nada! Porque será?
Constantino
Um talo de Cebola

domingo, 30 de maio de 2010

SONETO

Em memória de Aurélio Cunha Bengala

Surge Janeiro frio e pardacento,
Descem da serra os lobos ao povoado;
Assentam-se os fantoches em São Bento
E o Decreto da fome é publicado.

Edita-se a novela do Orçamento;
Cresce a miséria ao povo amordaçado;
Mas os biltres do novo parlamento
Usufruem seis contos de ordenado.

E enquanto à fome o povo se estiola,
Certo santo pupilo de Loyola,
Mistura de judeu e de vilão,

Também faz o pequeno sacrifício
De trinta contos só! por seu ofício
Receber, a bem dele... e da nação.

José Régio - 1969

terça-feira, 4 de maio de 2010

Viagem no Tempo!

Viajar no tempo nem sempre é coisa fácil, sobretudo quando o objecto dessa viagem são as nossas próprias memórias. Caminhar por uma memória prospera e desaguar numa realidade decadente, traz-nos angustia e esperança em proporções desiguais... incomodidade conformista. 
Mas... o tempo é inexorável, deixando as suas marcas, a nu, no espaço que nos percorre e envolve.

sábado, 10 de abril de 2010

Ardo!



Decidi...
Deitar fogo a isto,
Comecei por mim.
Ardo já...
...já ardia?

O fogo,
Que me consome,
E arde "sem se ver",
Imobiliza-me,
Tolda-me o olhar,
Consome a carne.

Não paro de pensar.
Ardo em mim.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Indisciplina nas escolas (vista por Fernando Savater*)

Especialistas reunidos em Espanha


Aumento da violência nas escolas reflecte crise de autoridade familiar

Especialistas em educação reunidos na cidade espanhola de Valência defenderam hoje que o aumento da violência escolar deve-se, em parte, a uma crise de autoridade familiar, pelo facto de os pais renunciarem a impor disciplina aos filhos, remetendo essa responsabilidade para os professores.
Os participantes no encontro 'Família e Escola: um espaço de convivência', dedicado a analisar a importância da família como agente educativo, consideram que é necessário evitar que todo o peso da autoridade sobre os menores recaia nas escolas.

'As crianças não encontram em casa a figura de autoridade', que é um elemento fundamental para o seu crescimento, disse o filósofo Fernando Savater.

'As famílias não são o que eram antes e hoje o único meio com que muitas crianças contactam é a televisão, que está sempre em casa', sublinhou.

Para Savater, os pais continuam 'a não querer assumir qualquer autoridade', preferindo que o pouco tempo que passam com os filhos 'seja alegre' e sem conflitos e empurrando o papel de disciplinador quase exclusivamente para os professores.

No entanto, e quando os professores tentam exercer esse papel disciplinador, 'são os próprios pais e mães que não exerceram essa autoridade sobre os filhos que tentam exercê-la sobre os professores, confrontando-os', acusa..

'O abandono da sua responsabilidade retira aos pais a possibilidade de protestar e exigir depois. Quem não começa por tentar defender a harmonia no seu ambiente, não tem razão para depois se ir queixar', sublinha.

Há professores que são 'vítimas nas mãos dos alunos'.

Savater acusa igualmente as famílias de pensarem que 'ao pagar uma escola' deixa de ser necessário impor responsabilidade, alertando para a situação de muitos professores que estão 'psicologicamente esgotados' e que se transformam 'em autênticas vítimas nas mãos dos alunos'.

A liberdade, afirma, 'exige uma componente de disciplina' que obriga a que os docentes não estejam desamparados e sem apoio, nomeadamente das famílias e da sociedade.

'A boa educação é cara, mas a má educação é muito mais cara', afirma, recomendando aos pais que transmitam aos seus filhos a importância da escola e a importância que é receber uma educação, 'uma oportunidade e um privilégio'.

'Em algum momento das suas vidas, as crianças vão confrontar-se com a disciplina', frisa Fernando Savater.

Em conversa com jornalistas, o filósofo explicou que é essencial perceber que as crianças não são hoje mais violentas ou mais indisciplinadas do que antes; o problema é que 'têm menos respeito pela autoridade dos mais velhos'.

'Deixaram de ver os adultos como fontes de experiência e de ensinamento para os passarem a ver como uma fonte de incómodo. Isso leva-os à rebeldia', afirmou.

Daí que, mais do que reformas dos códigos legislativos ou das normas em vigor, é essencial envolver toda a sociedade, admitindo Savater que 'mais vale dar uma palmada, no momento certo' do que permitir as situações que depois se criam.

Como alternativa à palmada, o filósofo recomenda a supressão de privilégios e o alargamento dos deveres.

Gostou? Então divulgue...


*Fernando Savater, Pedagogo e Filósofo

segunda-feira, 29 de março de 2010

O Mar sempre o Mar!

A minha avó do Rodeio, nas tardes pachorrentas de verão, contava-me histórias e feitos, sentados ao balcão, à sombra da latada. A minha história preferida sempre foi a das gaivotas, que em determinados dias chegavam ao Picoto e, apontava com o seu dedo, elevando o braço quase até ao infinito, que eu seguia com os olhos, o cimo da montanha. Depois de me explicar de onde vinham as gaivotas, falava a palavra mágica, que sempre me deixou deslumbrado, MAR!

Não sei se alguma vez uma gaivota chegou ao Picoto, tão pouco me importa esse facto, que servia para acalmar as minhas traquinices. Ou se é possível, em dias claros, vislumbrar o mar do alto dessa montanha, como a minha avó também me contava, o que importa para mim é o que ficou até aos dias de hoje e me consome de saudade quando o vejo (agora) todos os dias. Vejo, é uma palavra vazia, devia ter dito, quando o contemplo, porque faz parte de mim, tal como a Serra do Picoto, o MAR!

quinta-feira, 18 de março de 2010

Declarações sobre a Justiça em Portugal!

Marinho Pinto, Bastonário da Ordem dos Advogados, é uma figura odiada por muitos, amada por poucos. Independente do nosso lugar "na bancada", devemos "dar-lhe ouvido" para que a nossa posição seja mais sustentada.

Vale a pena ouvi-lo num tom "desinflamado", que não lhe é muito habitual!