terça-feira, 24 de março de 2009

28 Março2009 - hora do planeta - APAGÃO


Portugal adere a iniciativa de sensibilizaçãoDia 28 de Março 2009,Durante uma hora, Lisboa sofrerá um apagão e os principais Monumentos da cidade ficarão às escuras. No dia 28, esta será a forma da capital portuguesa reduzir os consumos de energia ao aderir à Hora do Planeta. Uma iniciativa da organização internacional de ambiente WWF, que tem por objectivo alertar os líderes políticos para a Necessidade de adoptarem medidas urgentes contra as alterações climáticas.

Cristo-Rei Ponte 25 de Abril Mosteiro dos Jerónimos Palácio de Belém, Museu da Electricidade, Torre de Belém, Padrão das Descobertas, Castelo de São Jorge e Paços de Concelho ficarão apenas iluminados pelas estrelas entre as 20.30 e as 21.30. Centro Cultural de Belém também aderirá à iniciativa, apagando as luzes durante quinze minutos.

Lisboa junta-se assim, pela primeira vez, às mais de 700 cidades que participam na Hora do Planeta. No ano passado, mais de 5o milhões de pessoas em todo o mundo fizeram parte desta mega mobilização, esperando-se este ano uma adesão de mil milhões de pessoas.

Todos os portugueses serão convidados também a apagar as luzes das suas casas, reduzindo o consumo eléctrico e as emissões de gases com efeito de estufa, juntando-se assim ao coro de vozes que tenta sensibilizar os responsáveis políticos para o problema do aquecimento global, explicou ao DN Angela Morgado, da WWF Portugal.

As empresas em Portugal também se mobilizaram e prometem apagões e acções de sensibilização nos seus espaços durante a Hora do Planeta.

Entre elas estão já confirmadas a Coca-Cola, o IKEA, a Ogilvy Mather, a Nokia, a SIC e a Visão.

in DN

O Tornadouro já faz parte da lista de aderentes e o restante Povo?

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Coisas Boas da Vida!

Dominar a música é sem dúvida um dom que não chega para todos, agora senti-la... só quem não tem sensibilidade mesmo nenhuma, ou então tem algum "Seixo"... em lugar do sentimento que nos faz vibrar com as coisas belas que "nos acontecem HOJE"!

domingo, 2 de novembro de 2008

A FORNEIRA - Para todas as Avós de Cebola!

A FORNEIRA
Contributo à vida e à memória de todas as Avós de Cebola (Mulheres e Mães)

Recuo o máximo nas memórias em que consigo vislumbrar os ambientes, identificar os cheiros, distinguir os sons, sentir o chão que piso e em que consigo, ainda, despertar os sentidos, esses inseparáveis companheiros, que me acompanham desde que a consciência despertou em mim... e vejo, ouço, cheiro e sinto!

Os primeiros raios de claridade escapam pela nesga da porta entreaberta e iluminam fugazmente os rostos. Aqui e ali, por entre rolos de pó, alguns fios de luz escorrem dos orifícios das lajes de xisto do telhado, negras da fuligem do fumo. Uma ténue luminosidade interior denuncia um movimento de corpos cadenciado. O bater seco, abafado e sincopado das mãos na massa, à vez, entrecortado por estridentes palmadas, testando a consistência da mistura, confere ao ambiente um colorido sonoro que a luz ainda não despertou em tudo o que se move. Um punhado de farinha emboleira tudo em redor e faz aumentar a dança do pó que se escapa por entre os fios de luz. E, de novo, o bater seco, abafado e sincopado das mãos na massa. O cheiro azedo da massa fintada com o da farinha misturam-se no ar com as baforadas mornas que exalam da broa quente e ainda fumegante acabada de sair do forno. É coisa que desperta o fraco apetite matinal a qualquer “pisco”.

Naquela manhã, tinham saído de casa muito cedo, um rapazito franzino e a avó. Ele estugou-se a beber o leite, mais do que o habitual, esperando ouvir as palavras mágicas que os haviam de por a caminho: - Vamos filho!
Percorreram, nos passitos ligeiros dos seus tenros anos, a estrada da Ponte, em direcção à Amoreira. O rasgar do novo dia já se reflectia nas charcas de água, projectando, no largo em frente às garagens da carreira, um puzzle de céu e de nuvens ainda sem cores definidas. O ritmo dos passos abrandava à medida que a inclinação da ladeira de seixo se lhes opunha e o rapazito, franzino, ia ficando para trás. Ao ti’A’gusto Ferreiro já levava de atraso uma boa dúzia de metros. A avó parou para dar a salvação e o garoto lá recuperou uma meia dúzia de passitos, foram-lhe providenciais aqueles bons dias. Quando a avó se virou para trás, mal se lhe viam os olhos cor de turquesa. O lenço preto que escondia, permanentemente, os cabelos da avó e que marcava habitualmente o meio da testa, tinha escorregado e tapado as sobrancelhas, esmagado pelo peso da saca de farinha que transportava à cabeça e que lhe pendia horizontal aos ombros.

Aproximava-se o momento sempre mágico daquele percurso, a passagem pelo casarão. O seu pai chamava-lhe, por graça, de “Hotel Bragança”! E isto conferia-lhe, ainda mais, um clima de mistério, desejo, proibição e curiosidade que preenche o imaginário de qualquer miúdo de quatro, cinco, seis anos. O pequenote não sabia o que era um hotel, mas o pai disse-lhe que era muito grande quando, curioso, lhe perguntou o que significava aquela palavra, que não correspondia a nenhuma coisa vista por aquelas bandas! Uma pensão ele conhecia porque era por lá que vivia a maior parte do tempo. No meio de um rodopio de gente, de estórias, de vivências sempre renovadas de quem chega e não tem nada a perder, fazendo tudo para impressionar quem por lá está. De gente que, numa fugaz presença, arrisca tudo por um momento de glória! O pequenito adorava ouvir as estórias dos forasteiros e aventureiros que por ali pernoitavam e misturava-se com eles, mesmo contra a vontade da sua mãe. Imaginava, enquanto caminhava e admirava o casarão, como seriam essas estórias numa casa daquelas, com aquele tamanho todo, e com muito, mas muito, mais gente! Os seus olhitos por ali ficavam presos enquanto o seu corpo franzino se afastava. A sua imaginação voava para o seu interior, interdito, que lhe aguçava sempre mais e mais a sua curiosidade, empurrando-o contra o chão, esmagado pelo mistério que se escondia para lá daquele monstro de xisto e daquela enorme porta, tão frágil, feitas de ripas mal amanhadas.

- Onde vais?... Bons dias Maria! - Bons dias Piedade, vou ao forno... - Levas o menino?... Atão vais à pica? Dirigindo-se ao garoto. - Ninguém lh’a tira! Anda daí, olha mas é p´ra frente qu’inda cais...

O som da água da mangueira que jorrava sob pressão para dentro das pipas à porta da garagem dos Almeidas, foi o seu segundo despertar daquele dia, junto com os salpicos de água fresca que a brisa transportava contra os rostos e se transformavam em picadas de alfinete à medida que chocavam velozes e gelados contra a sua pele sensível e ainda quente de um sono próximo e confortável. As pipas, depois de lavadas, gargarejavam de água cristalina que cantava saltitante numa dança veloz pela calçada em direcção à rampa do casarão para depois, mansa, se lançar de novo, levada abaixo, estonteante, até à ribeira da Ponte. As pipas, eram movimentadas em correrias estridentes, a rolar sobre os seus aros metálicos, até serem meticulosamente empilhadas no interior do armazém. O dia amanhecia de vida, irrequieto, tanta era a energia que brotava dos corpos e das faces rosadas daqueles rapazes que nunca tinham frio:
- Bons dias ti’á Maria? - Bons dias. Retorquiu a avó. - Atão vais ô forno? Traz-me uma pica... gritou-lhe um dos rapazes de face rosada e de mangas de camisa arregaçadas que, num virote, já estava outra vez dentro do armazém num interminável vai-e-vem, a levar e trazer para lavar... a trazer e a levar para arrumar... pipas!

O projecto de rapaz não era de grandes falas, chegou-se para junto da sua avó, agarrou-se-lhe na saia, escondeu o rosto e continuou escondido de vergonha. Ainda houve tempo para um adeus:
- Até logo Piedade, vou p’ia riba... qu ‘inda vou cozer. - Inde com Deus! Retorquiu de seguida. Até logo!
No largo ainda correu para a porta da loja, mas deparou-se com a porta vermelha de ferrolho corrido, ainda não eram horas de abrir. A ti’á Gonçalvitas dava umas vassouradas à soleira da porta, curvada pela falta do cabo na vassoura de giestas. Deu os bons dias à avó e brincou com o garoto enquanto apertava o nó da vassoura para acertar as pontas e para não deixar escapar os ramos. Com a ti’á Gonçalvitas ele tinha mais confiança, porque era companhia frequente, da sua mãe, na loja ali ao lado, era-lhe familiar e sorriu-lhe.

À medida que entravam pelo povo, o dia ficava mais claro. A última etapa do caminho já se avistava na curva da Cruz da Rua. Era tempo de uma pausa e a avó atirou, num movimento controlado e rápido, a saca da farinha para o balcão do coberto da Amoreira, soltando, com o impulso, (h)um gemido seco. Ajeitou o lenço levando-o, de novo, até meio da testa, sentou-se no degrau fundeiro da escaleira e convidou o neto a fazer o mesmo. Os olhitos castanhos vivos já se tinham soltado e exploravam o que havia para lá daquele coberto, nunca se tinha atrevido a passar das escaleiras da ti’á Piedade do Ti’Moisés. A presença da avó inspirara-lhe a confiança suficiente para uma incursão mais afoita e avançou. Uns metros à frente, depois de contornar pela esquerda, perdeu a avó do seu campo visual e a penumbra provocada pelas casas que, parecia, se tocavam nos topos, faziam o beco ainda mais estreito e mal iluminado, escurecendo à medida que ia avançando e que a respiração se lhe sustinha. Sentiu um nó na garganta e num ápice, voltou-se, correu e atirou-se para o colo da avó com coração aos saltos e a imaginação numa controvérsia. Só quando sentiu o calor das mãos da avó a acariciar-lhe os novelos de cabelo, voltou a sentir-se tranquilo e seguro e respirou. Passaram alguns anos até que se atrevesse, sozinho, a fazer aquele caminho que levava à casa do ti’Man’el Maria e da ti’á Rosa Minhota! Hoje ainda se ri, quando lá passa e se lembra!

Upa!... e sacudiu os ombros, deslocando ligeiramente a saca na cabeça para compor o carrego. O lenço voltou, de novo, a cobri-lhe os olhos acima das sobrancelhas. – Anda daí! Exclamou para o garoto. E lá continuaram. Ainda não tinham chegado à curva da Cruz da Rua e já o bater da água no fundo de chapa dos regadores se ouvia cada vez mais próximo. Conseguia contar quantos regadores iam enchendo, só pelo cantar diferente da água quando ficavam cheios! Tudo servia para mais uma brincadeira enquanto caminhava, ladeira acima, de pernitas já trémulas! Algumas raparigas conversavam encostadas à fonte, aguardando a vez, com cântaros, jarros e regadores perfilados. Era hora de abastecer a cantareira de água, de repor a água nos lavatórios e de providenciar o precioso liquido para as lavagens e para a criação. Mais uma salva de salvação. O ti’Vitor Pouc’chinho já os avistara e mal lhe passaram em frente à porta do talho, deu-lhes os bons dias perguntando logo de seguida:
- Maria, é preciso alguma “coisinha”?... naquele timbre de voz único. – Só sábado... respondeu a avó.

E, p’ia riba... agora todo o fôlego era pouco até à Eira. Aproveitando as escaleiras de fronte ao ti’Barata, a caminhada encurtava uns bons e folgados metros. Um pouco mais e estavam à porta do forno.

A avó, assim que passou a soleira da porta entreaberta, num ápice, aliviou do peso da saca e deu a salvação a todas as mulheres, que reponderam quase em uníssono. Sobressaiu a voz da ti’á Faustina dando as indicações próprias de quem gere um forno procurando compatibilizar todos os interesses com a equidade e com a simplicidade de quem sabe o que faz e porque o faz. Ainda procurava, junto à porta, habituar os meus olhos àquela penumbra do espaço interior quando a voz da ti’á Faustina se ouviu de novo:
- Entra filho, a tua pica já está no forno, é muito ásadinha, há-des de ver, entra. E, enquanto, terminava a frase, agarrou-o no braço e puxou-o para o interior.
Um coro de vozes rodeou a sua presença e tornou-o no centro de todas as atenções.
– Maria, aí de grande qu’ele está!... – De grave!... – No trouxes-te a tua mãe? – Gostas de pica?... A ti’Faustina, sentido o embaraço do garoto perante aquele vulcão de atenção, que ele só pressentia, pois os seus olhos ainda não se tinham acostumado à penumbra do espaço interior do forno, pegou-lhe na mão e conduziu-o, com o carinho que sempre lhe dispensou, até à bancada da amassadeira onde a avó já preparava a farinha. Da saia da ti’Faustina agarrou-se, com quantos dedos tinha, à saia da avó, que sentindo o que se passava o sossegou da melhor forma possível. - Já vais comer a tua pica! A única coisa que justificava, para ele, aquela longa caminhada e uma exposição tão grande à multidão de vultos negros que circulavam pelo espaço do forno e que ainda não conseguia definir, turvado pela penumbra e pelo pó de farinha que invadia até às entranhas todos os orifícios.

Rapidamente o silêncio das vozes deu lugar ao bater seco, abafado e sincopado das mãos na massa, à vez, entrecortado por estridentes palmadas, testando a consistência da mistura. Os olhitos foram-se adaptando e o retomar da azafama já lhe permitia uma incursão mais detalhada, aqui e ali, pelas diferentes tarefas que eram meticulosamente efectuadas e organizadas. Não havia lugar para falhas, todos os detalhes contam e eram verificados, nem o sinal da cruz na massa pronta para fintar, por alguma vez que fosse, prescindia da ladainha que acompanhava o gesto que marcava a cruz. Só depois, a massa, era cuidadosamente acondicionada e acomodada, até poder ir para o forno. Todos os movimentos, todas as sequências, todas as orações e o silêncio eram condições para o sucesso da fornada. Por momentos, entre sinais da cruz, ladainhas, benzedelas, o respeito pelo ritual do pão faz lembrar outros rituais que, se não estiverem longe da vida, lhe estão ligados. E de repente:

- Toma filho!... Virou a cabecita num ápice com os olhos a brilhar, fixando aquela broa pequena, pousada na alvura de um pano de linho que preenchia e tapava, por completo, as mãos da ti’Faustina. Com a delicadeza de quem trata de um filho acabado de nascer, deu meia volta ao pano que lhe pendia das mãos, depois outra meia volta, do outro lado, deixando as mãos a descoberto e estendendo-as em direcção ao garoto, disse:
- Ainda está quente, não te escaldes... toma é a tua. Ainda deu um jeito ao pano, que já estava nas mãos do garoto, com mais uma dobra, para que a ponta da pica ficasse mais visível, não a atabafando por completo. A pica ainda fumegava e tinha mais um pormenor, foi feita para ele pela ti’Faustina, logo numa das primeiras fornadas. Eram as únicas picas de que ele gostava realmente! Porquê? Nunca o soube! Mas cada vez que passava pela Eira, durante muitos anos, quando a ti’Faustina estava sentada no balcão, à soleira da porta, beijava-a e segredava-lhe ao ouvido qualquer coisa a que ela respondia, sempre, sorrindo:
- Ainda não te esqueces-te filho?!!!...

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Eduardo Prado Coelho - Incontornável - Quer se goste... ou não!


É FAVOR MEDITAR SOBRE ISTO...



Vergonha: Eduardo Prado Coelho

RELEMBRANDO

Eduardo Prado Coelho, antes de falecer (25/08/2007), teve a lucidez de nos deixar esta reflexão, sobre nós todos, por isso façam uma leitura atenta.
Precisa-se de matéria prima para construir um País

Eduardo Prado Coelho - in Público

A crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres.
Agora dizemos que Sócrates não serve.
E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada.
Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates.
O problema está em nós. Nós como povo.
Nós como matéria prima de um país.
Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro.
Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais
apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais.
Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.
Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos ....e para eles mesmos.
Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque
conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se frauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.
Pertenço a um país:
- Onde a falta de pontualidade é um hábito;
- Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.
- Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e, depois, reclamam do governo por não limpar os esgotos.
- Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.
- Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é 'muito chato ter que ler') e não há consciência nem memória política, histórica nem económica.
- Onde os nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar alguns.
Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser 'compradas', sem se fazer qualquer exame.
- Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não lhe dar o lugar.
- Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão.
- Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.
Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.
Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas.
Não. Não. Não. Já basta.
Como 'matéria prima' de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que o nosso país precisa.
Esses defeitos, essa 'CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA' congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até se converter em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente má, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não noutra parte...
Fico triste.
Porque, ainda que Sócrates se fosse embora hoje, o próximo que o suceder terá que continuar a trabalhar com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos.
E não poderá fazer nada...
Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá.
Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, nem serve Sócrates e nem servirá o que vier.
Qual é a alternativa?
Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror?
Aqui faz falta outra coisa. E enquanto essa 'outra coisa' não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados....igualmente abusados!
É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda...
Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.
Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer.
Está muito claro... Somos nós que temos que mudar.
Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a acontecer-nos:
Desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e, francamente, somos tolerantes com o fracasso.
É a indústria da desculpa e da estupidez.
Agora, depois desta mensagem, francamente, decidi procurar o
responsável, não para o castigar, mas para lhe exigir (sim, exigir)
que melhore o seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido.
Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO DE QUE O ENCONTRAREI
QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO NOUTRO LADO.
E você, o que pensa?.... MEDITE!

EDUARDO PRADO COELHO

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

nO diA eM quE alguéM tE amA faZ uM tempO muitO bonitO

Nos labirintos da existência a única certeza é a dúvida que nos persegue até ao último momento... e, nem esse somos capazes de prever!



As certezas não passam de uma fonte de alimentação do ego que enfraquecem o espírito.


Mas, em matéria de alimentação cada um se serve....

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Danny Kaye & Louis Armstrong - Uma "jóia!"



Fabuloso! Para ouvir neste verão, à noite, na varanda.

Simplesmente maravilhoso...

A segunda metade é de uma exuberância espantosa!!!

Danny Kaye ganhou milhões e morreu em Los Angeles a 3 de Março de 1987 praticamente sem um tostão.
O que recebia dava aos mais necessitados e ajudou muitos colegas que ficaram na miséria e distribuía o resto por instituições.
Para além de actor e cantor foi um excelente interprete de jazz e clarinetista tocando quase somente para os amigos...

No ano 2000 a UNESCO considerou-o Cidadão do Mundo.



Agradeço ao meu amigo Mário Vieira o envio desta jóia.