segunda-feira, 9 de setembro de 2013

O Voto: esclarecido?

Promessas eleitorais!... quem é que nunca ouviu? Quem é que nunca se enfureceu porque, depois, acontece tudo ao contrário do que foi prometido em campanha eleitoral?
- Pois é, o arrependimento vem tarde, não há volta a dar! 

Desta vez valerá a pena perguntar (que é a única forma de obter respostas)por:  Para quê? Quando? Como? Quanto? e Quem (vai pagar)?

domingo, 8 de setembro de 2013

O Voto: as más decisões não têm retorno!

Aqueles que não erraram, nunca aprenderam. O conhecimento adquirido deve ser usado para não cometer o mesmo erro e para o saber identificar, no mínimo. O desafio é o de lidarmos com os nossos sentimentos e com as nossas emoções, na hora de decisão, usando a poderosa ferramenta da aprendizagem. 

sábado, 7 de setembro de 2013

O Voto só é consciente como uma resposta (?)

"Tenho seis grandes amigos que me ensinaram tudo o que sei!
Quem? Onde? Porquê? Para quê? Quando? e Quanto/Como?"

Rudyard Kipling

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Assina a Petição para a Realização do Referendo pelo FIM DAS SUBVENÇÕES VITALICIAS




Ex.ma Senhora Presidente da Assembleia da Republica Portuguesas


Os cidadãos que apoiam esta Petição, solicitam a V. Exª. a abertura à discussão pública, através do Instituto do Referendo, do fim de todas as Subvenções Vitalícias derivadas do Exercício de Cargos Públicos, com base nos seguintes pressupostos: 



1. A legislação de tais benefícios não decorre de nenhum programa partidário sufragado universalmente; 

2. O exercício de qualquer cargo público compreende em si mesmo a honra de servir a Pátria, compensação, por si só, bastante para garantir e o reconhecimento desse serviço; 

3. Atendendo a que todos têm o dever de responder, em nome de Portugal, a prestar relevantes serviços e sacrifícios à Nação, mas que ninguém é coagido a tal; 

4. Que, no exercício dessas funções ou cargos, sempre existiu remuneração adequada e aceite por quem os exerceu ou exerce; 

Vimos solicitar a V. Exª. a realização de um Referendo que permita a todos os portugueses, de forma transparente e inequívoca, manifestarem-se sobre a manutenção ou a extinção de toda e qualquer compensação a título de subvenção vitalícia pelo exercício de Cargos Públicos e da sua impossibilidade passada, presente ou futura, uma vez que não se trata de nenhum direito fundamental.


quarta-feira, 12 de junho de 2013

Luta de Classes, por José Luís Peixoto

Não contem comigo para defender o elitismo cultural. Pelo contrário, contem comigo para rebentar cada detalhe do seu preconceito.

josé luís peixoto
A cultura é usada como símbolo de status por alguns, alfinete de lapela, botão de punho. A raridade é condição indispensável desse exibicionismo. Só pertencendo a poucos se pode ostentar como diferenciadora. Essa coleção de símbolos é descrita com pronúncia mais ou menos afetada e tem o objetivo de definir socialmente quem a enumera.

Para esses indivíduos raros, a cultura é caracterizada por aqueles que a consomem. Assim, convém não haver misturas. Conheço melhor o mundo da leitura, por isso, tomo-o como exemplo: se, no início da madrugada, uma dessas mulheres que acorda cedo e faz limpeza em escritórios for vista a ler um determinado livro nos transportes públicos, os snobs que assistam a essa imagem são capazes de enjeitá-lo na hora. Começarão a definir essa obra como "leitura de empregadas de limpeza" (com muita probabilidade utilizarão um sinónimo mais depreciativo para descrevê-las).

Este exemplo aplica-se em qualquer outra área cultural que possa chegar a muita gente: música, cinema, televisão, etc. Aquilo que mais surpreende é que estes "argumentos", esta forma de falar e de pensar seja utilizada em meios supostamente culturais por indivíduos supostamente cultos, e só em escassas ocasiões é denunciada como discriminadora do ponto de vista sexual ou social.

Isso são livros de gaja, dizem eles. Às vezes, para cúmulo, há mesmo mulheres que dizem: isso são livros de gaja.
A raiz da minha cultura não pertence ao elitismo. Tenho orgulho das minhas origens, do meu avô pastor, do meu pai carpinteiro, como outros têm orgulho dos seus longos nomes compostos.
Depois de um trabalho que encerre convicções profundas, que tenha em conta os princípios da sua área artística, que seja consciente da história dessa área e que faça uma proposta coerente e inovadora, acredito na divulgação o mais ampla possível.

Esconder uma obra em tiragens de 300 exemplares não lhe acrescenta um grama de valor artístico. Quando essa falta de divulgação resulta de uma escolha, pressupõe, quase sempre, falta de consideração pelo público, a crença de que um público mais vasto seria incapaz de entender tamanha sofisticação.
Acredito que a poesia pode ser publicada em caixinhas de fósforos, escrita com trincha ou spray nas paredes, impressa em t-shirts, afixada no facebook. Em qualquer um desses lugares, será diferente, mas em todos continuará a ser poesia.

É ridícula a ideia de que a divulgação deturpa. A banalização é sempre tarefa de quem banaliza e não do objeto banalizado. Quem não for capaz de convocar os seus sentidos e a sua razão para apreciar uma determinada obra, apenas por acreditar que se encontra muito difundida, tem problemas graves ao nível do espírito crítico e da isenção mais básica. Esse é um daqueles casos em que se aconselha a lavagem de olhos. É aí que reside a deturpação.

Admiro o povo ao qual pertenço. Não o povo mitificado, admiro o povo quotidiano. Gosto de ir a feiras. Gosto de comer frango assado com as mãos. Devo tanto à cultura deste povo como devo a Dostoievski Há alguns meses, a personagem de uma telenovela citou um poema escrito por mim. Toda a gente da minha rua viu e ouviu. A minha mãe ficou orgulhosa e eu também.



Chamo-me José ou, se preferirem, Zé. Desprezo o elitismo. O verbo não é exagerado, adequa-se bem ao que sinto.
Hei de sempre divulgar o meu trabalho na máxima dimensão das minhas capacidades. Devo esse esforço à convicção que tenho naquilo que escolhi dizer. Fico feliz se vejo os meus livros disponíveis em supermercados, estações de correios, bombas de gasolina ou bibliotecas públicas.

Aquilo que faço não existe sozinho, precisa de alguém que lhe dê sentido, o seu próprio sentido e interpretação pessoal. Se uma árvore cair sozinha na floresta, sem ninguém por perto, será que faz barulho? Por esse motivo, o esforço de divulgação é também uma mostra de respeito para com essas pessoas, é um sinal da minha crença nelas e no seu valor. Exatamente como estas palavras, que existem porque estás a lê-las.
Escrevo romances, a minha força de vontade é enorme. Tenho 38 anos, conto estar por cá durante bastante tempo. Tenho ainda muito por fazer.
Habituem-se.
Não tenho medo.

José Luis Peixoto

in revista Visão (Maio 2013)

quinta-feira, 25 de abril de 2013

A Liberdade é a Vida


Entre a liberdade e a vida há caminhos, montanhas, vales, planicies, estepes, glaciares e até oceanos. Apesar daquilo que as distância, sem vida não há liberdade e sem liberdade não há verdadeira vida. Por mais caminhos que haja para percorrer, por mais montanhas por escalar ou estepes por conhecer, por mais vales que existam por atravessar ou oceanos por navegar, a liberdade e a vida estão condenadas a se cruzar em prenúncios mais ou menos fugazes produzindo a dignidade de que ambas se alimentam.
Todos os seres cumprem o seu ciclo de vida na perfeição, excepto o homem, cuja vida é um continuo chegar e um contínuo partir pautado de decisões que o conduzem, em crescendo, por um destino  cada dia mais incerto e cada dia mais intenso na busca da liberdade.
25 de Abril de 2013

terça-feira, 2 de abril de 2013

Paulo Morais e o Sermão de Stº António aos Peixes

Ainda há gente que se pode apresentar como um bom exemplo do que é uma pessoa de bem. Não restam muitos, sobretudo no domínio público activo, mas há-os e bons. Paulo Morais é um desses exemplos, na serenidade, na lucidez, na verticalidade, na persistência e, sobretudo, na dignidade. Para o ouvir ou ler é necessário procurar, mercê das suas posições incómodas para os interesses instalados e para as personalidades políticas instaladas em altos cargos ou em transito para prateleiras douradas. Estuda os dossiers, fundamenta as suas declarações e está inteiramente disponível para prestar declarações em sede de Comissões Parlamentares ou em sede das acusações graves que faz nas suas declarações, junto do Ministério Público.

Neste trajecto sem quartel é um homem extremamente só de quem todos os influentes se afastam,  blindando o seu raio de acção e procurando minimizar o efeito da sua influência, por exemplo através dos media de referência. É, assim, uma "voz que brada no deserto" ou um homem que prega um sermão aos peixes. Merece, por certo, muito mais de nós todos, os indignados, os acomodados, os reles, os bajuladores, os que têm sempre uma razão para não fazer nada, os que estão do lado certo, os que estão do lado errado - para os abarcar a todos! Merece, porque fala por nós, clamando pela justiça que falta, pela justiça que tarda, pela justiça que desejamos e - mais importante de tudo - com objectividade.

Para finalizar, partilho a última entrevista de Paulo Morais e convido-vos a ouvir o que este Homem tem para dizer acerca dos interesses instalados, de uma forma desapaixonada, objectiva e independente. Depois decidam!