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segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Assina a Petição para a Realização do Referendo pelo FIM DAS SUBVENÇÕES VITALICIAS




Ex.ma Senhora Presidente da Assembleia da Republica Portuguesas


Os cidadãos que apoiam esta Petição, solicitam a V. Exª. a abertura à discussão pública, através do Instituto do Referendo, do fim de todas as Subvenções Vitalícias derivadas do Exercício de Cargos Públicos, com base nos seguintes pressupostos: 



1. A legislação de tais benefícios não decorre de nenhum programa partidário sufragado universalmente; 

2. O exercício de qualquer cargo público compreende em si mesmo a honra de servir a Pátria, compensação, por si só, bastante para garantir e o reconhecimento desse serviço; 

3. Atendendo a que todos têm o dever de responder, em nome de Portugal, a prestar relevantes serviços e sacrifícios à Nação, mas que ninguém é coagido a tal; 

4. Que, no exercício dessas funções ou cargos, sempre existiu remuneração adequada e aceite por quem os exerceu ou exerce; 

Vimos solicitar a V. Exª. a realização de um Referendo que permita a todos os portugueses, de forma transparente e inequívoca, manifestarem-se sobre a manutenção ou a extinção de toda e qualquer compensação a título de subvenção vitalícia pelo exercício de Cargos Públicos e da sua impossibilidade passada, presente ou futura, uma vez que não se trata de nenhum direito fundamental.


quinta-feira, 25 de abril de 2013

A Liberdade é a Vida


Entre a liberdade e a vida há caminhos, montanhas, vales, planicies, estepes, glaciares e até oceanos. Apesar daquilo que as distância, sem vida não há liberdade e sem liberdade não há verdadeira vida. Por mais caminhos que haja para percorrer, por mais montanhas por escalar ou estepes por conhecer, por mais vales que existam por atravessar ou oceanos por navegar, a liberdade e a vida estão condenadas a se cruzar em prenúncios mais ou menos fugazes produzindo a dignidade de que ambas se alimentam.
Todos os seres cumprem o seu ciclo de vida na perfeição, excepto o homem, cuja vida é um continuo chegar e um contínuo partir pautado de decisões que o conduzem, em crescendo, por um destino  cada dia mais incerto e cada dia mais intenso na busca da liberdade.
25 de Abril de 2013

domingo, 16 de setembro de 2012

O POVO respondeu ou não respondeu?




O que sinto neste momento, é uma revolta transversal contra toda a classe política que gere os nossos destinos. A fórmula em que constantemente nos embrulham é simples: obrigam-nos a discutir o passado para dividir e fraccionar, evitando que se discuta o futuro e a forma de evitar os mesmos/seus erros! 

Não discuto a importância de olhar para o passado recente, é fundamental. Não o podemos fazer é, constantemente, à custa das medidas que evitam que estes cenários se repitam, independentemente de quem nos governa.

Passos Coelho foi muito corajoso, quando no início do seu mandato afirmou, que nunca ouviríamos da sua boca a desculpabilização com o passado. Vi aí um rasgo da mudança! Vi aí a diferença e a esperança. E, vi aí um enorme desafio para a reabilitação d’ "a PALAVRA, para que quando ela é proferida possamos acreditar nela!", como ele próprio o verbalizou. Uma monumental desilusão! Um vazio de sentido e de destinatário, porque hoje ninguém acredita que estava a falar para os portugueses que o elegeram.

Não creio que os nossos problemas se resolvam apenas porque apontamos os culpados ou só porque discutirmos quem foi o mais medíocre. Podemos faze-lo, mas não é por isso que o vamos prevenir no futuro.

Aquilo que me preocupa, nesta hora, é como é que podemos ajudar Portugal a moralizar a vida pública, criando um quadro eleitoral e legislativo que funcione, independentemente de quem nos governa. Estas medidas passam, quanto a mim, pela criação dos Círculos Uninominais, pela criminalização do enriquecimento ilícito e pela inversão do ónus da prova para crimes económicos e financeiros (colarinho branco).

A criação dos Círculos Uninominais – permite que cada cidadão vote no seu representante para o parlamento e obriga a que cada candidato elabore o seu programa e o apresente aos seus “vizinhos” se quiser que votem nele. Desta forma, cada candidato é sufragado pelas suas acções em prol das populações que representa e não em prol dos partidos e dos interesses que estes representam. É por isso que ele será premiado se for reeleito ou afastado porque não cumpriu aquilo a que se comprometeu no seu programa. A diferença é simples, as listas partidárias mantêm, ciclo após ciclo, os mesmos incompetentes nos mesmos lugares. Nada muda!

A criminalização do enriquecimento ilícito  - bom, “se eu vender cabritos e não tiver cabras, de algum lado vieram!”, como diz a sabedoria do povo. De onde? Daqui decorre a medida seguinte;

A inversão do ónus da prova para crimes económicos e financeiros (colarinho branco) – a sabedoria popular é suficiente para a entender, “quem não deve, não teme”. Então?... O visado tem que provar onde fui arranjar os "cabritos" depois da justiça o ter declarado arguido! Quando se fala deste assunto, levanta-se logo um "coro de virgens ofendidas" em defesa do direito à privacidade, preocupados com o problema do linchamento na praça pública. Se reparem, estes profetas do direito à privacidade, são os mesmos que, sistematicamente, violam o segredo de justiça, quando essa violação lhes aproveita. São os mesmos que aniquilam adversários através do linchamento na praça pública. Portanto, não esqueçam, "quem não deve, não teme" porque a sabedoria do povo é universal e a destes senhores é pessoal.


Como cidadão sentir-me-ia muito mais protegido, independentemente de quem nos governa, afastando os lobbies e os "malabaristas" do poder e da vida pública. A democracia ficaria muito mais transparente e, com toda a certeza, abríamos o caminho a uma nova geração de políticos (não falo da idade!).


O meu sonho é impossível?

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Dia Internacional do Trabalhador - Uma Ilusão?

Desde que me lembro das comemorações oficiais do Dia do Trabalhador, em Portugal, já lá vão 38 anos (não pertenci à resistência, mas admiro todos os que lutaram pela liberdade), este ano, a data reveste-se de um significado especial. Cada um, à sua maneira, deve deixar impresso, neste dia, a sua marca!

Nunca o 1º de Maio, neste 38 anos, decorreu no meio de tanto desemprego, precariedade, incerteza, ameaças à dignidade do trabalho e dos trabalhadores, no meio de tanta sonegação de direitos do trabalho, em nome de uma necessidade de recuperação que apenas olha por aqueles que mais contribuíram para situação em que a Europa e Portugal, em particular,  se encontram.

Em nome deste caos instalado, em que as medidas se contradizem e os responsáveis se desmentem a cada minuto, desnorteados pela ineficácia das suas medidas, cegos pela poeira que se levanta e lhes turva a vista a cada passo que dão no pantano seco, varrido por ventos de especulação, surgem novas bandeiras, como a da incerteza constante do emprego, o fim do emprego para a vida e outras bacoquices, que uns quantos pseudo-alinhados vão veiculando em nome da precariedade e da mobilidade  que enriquecem o currículo.

Personalizemos o pensamento por uns momentos, aliviemos o nosso pensamento de ruidos e pensemos nas ideias peregrinas do parágrafo anterior... É isto que desejas? Foi desta forma que se formaram grandes empresas, foi desta forma que se atingiu a estabilidade social, é desta forma que os países com desenvolvimento sustentado prosseguem os seus objectivos? Então o que se pretende com esta nova pseudo-mentalidade?.... que afinal não leva a nada, apenas alivia aparentemente, como a manta que não é suficiente para cobrir o corpo e que num movimento contínuo apenas o deixa mais exposto e desesperado.

Manifestação de Chicago 1 Maio de 1866
Nunca como hoje, é necessária a nossa intervenção, cada um como sabe ou pode, contribuido para por a nú a ineficácia do atoleiro onde nos meteram em nome de uma coesão europeia de que cada vez somos mais periféricos, porque cada vez mais endividados como país e cada vez mais desesperados como pessoas, acusadas de irresponsabilidade e entaipadas pelo espectro do desemprego, que nos é acenado a cada dia com mais vigor por gestores de conduta ética duvidosa, movidos por objectivos pouco claros e que procuram fundamentalmente benefícios pessoais a todo o custo e sem olhar a meios. Foi esta geração de gestores, que forjou resultados, que recebeu chorudos bonús e que empobreceu as organizações. Agora, com as empresas totalmente descapitalizadas, procuram o assalto final através de uma maior exploração do trabalho, da redução dos salários e dos direitos, colocando no lugar dos accionistas, que nos bons tempos dividiram os lucros, os trabalhadores, para cobrirem os prejuízos. É isto que nos espera se nada fizermos, se nos limitarmos a ser espectadores passivos de um teatro real, onde todos, activamente ou passivamente são actores.

Nunca como hoje, o 1º de Maio é a realidade que nos une e que fará de todos mais pessoas, resistindo ao papel de marioneta a que nos querem reduzir.

1º de Maio... Sim, não é uma ilusão!

É o primeiro dia, para muitos, de cerrar os punhos e de os levantar na cara dos oportunistas da crise, governantes e gestores vampiros, que esperaram pela "calada da noite, para sugar o sangue da manada".

sábado, 26 de novembro de 2011

Escolhas de merda!...


Não é meu hábito ser tão directo, confesso que sou "redondo" de mais, na forma de dizer. Mas foi o título que me veio à cabeça e não lhe resisti. Ainda pensei, será que me saltou a tampa?... mas não, estava no sítio! Olhei à volta e... "tudo na mesma"!

Um país cheio de gastos, impossíveis de estagnar, independentemente dos permanentes garrotes. Deitado numa maca, no corredor de um hospital, cheio de médicos e paramédicos ao seu redor, cada um com seu choque terapeutico, à vez, para aplicar, em agonia, a um doente que devia estar numa cirurgia dirigida e organizada por chefe de equipa competente.

Mas não, continua no corredor do hospital, triado até à medula. Até já houve mudanças de turno. Mas foi só para dar continuidade à agonia, sustentando o enfermo preso à vida por mais garrotes, que vão sendo colocados à mercê das rupturas que vão surgindo e provocando novas hemorragias, não evitando as transfusões de sangue, que escasseia cada vez mais nos bancos nacionais de dadores, tendo que se recorrer a bancos de sangue de outros países.

É este o país moribundo que temos, que conhecemos faz umas dezenas de anos, entregue a equipas de médicos de merda, que não têm feito mais do que dar suporte avançado de vida ao enfermo, cobrando horas e mais horas extraordinárias e mais pareceres a colégios de especialistas, que mais não fazem que o troar de um coro sem maestro, tal é dissonância de vozes que o compõe.

Face a este estado, perguntaram à família do doente qual era a melhor equipa, qual preferiam? A família respondeu que gostaria de ouvir as partes que se propunham tratar o doente, para melhor decidirem. E não foi fácil tomar uma decisão, tal era o coro de soluções, de promessas, dum lado e do outro. Reunido o concelho familiar lá se decidiram por uma das equipas duma forma mais ou menos consensual, mas justa!

Mãos há obra, o doente, agora está bem entregue!

Nem saíram do corredor, foi mais do mesmo, garrote, atrás de garrote. Agora mais apertados, pois as hemorragias, não estagnam. A equipa que parecia dinâmica, fresca, radiante de esperança e realista, vira, ainda no corredor, para uma postura derrotista, medrosa, cobarde, dando o dito por não dito...

Reunida a família o diagnóstico foi consensual, se uma equipa não prestava, a outra não parece sair disso!

Duas equipas de merda... e agora?

sábado, 12 de novembro de 2011

Armando Vara - Confrontado por um Popular

Quanto à corrupção que lavra por esse país fora... já muito se falou. Chegou o momento de passar à acção e tratar estes senhores, que são julgados e que condenação após condenação, saem impolutos de todos os processos, sempre com a teoria da cabala política, DESTA MANEIRA!



Este senhor, se não fosse o Procurador Geral da República e o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, mandarem destruir os telefonemas que teve com o PM, não tinha salvação possível de uma condenação... assim trocou uns robalos por um pão de ló!

Se os tribunais, não conseguem sair dos processos para julgar os factos, que são públicos e conhecidos, podemos usar estes meios para desmascara estes senhores, para os enxovalhar, para que tenham vergonha de andar de cara levantada.

Grande momento de indignação este, os que se sentem revoltados revêem-se nesta posição e terão que divulgar este video, para que se repita mais vezes! Se todos tivermos esta coragem, no nosso país haverá menos corrupção, nós teremos que PAGAR MENOS IMPOSTOS e teremos um PORTUGAL MAIS JUSTO.

Isto é impossível! Uma treta, basta que queiramos! Os que dizem que é impossível são os que querem que isto continue na mesma, pois é disso que vivem, da lama e da trapaceirice!

sexta-feira, 25 de abril de 2008

VIVA O 25 DE ABRIL!


Respondi ao desafio do Marco no http://www.cebola.net/, desta forma:


Muitos têm vergonha desta singela homenagem, que não passa de uma recordação tensa!... Porque não sabem como lidar com esta ideia. Uns porque a viveram, outros porque não a viveram. Uns por cá, outros (já) por lá.

Reconheço que não é fácil esta reflexão, sobretudo se nos barricarmos na ideia política do que representa o 25 de Abril para cada partido e, ainda mais, se nos identificarmos com algum desses partidos (o que me parece normal)!

Façam o exercício (os que puderem) de se representarem, hoje, com o 25 de Abril e sem o 25 de Abril!

Eu, sem complexos, nem barricadas, sinto-me mais livre e feliz, independentemente dos meus 13 anos à data. Independentemente da minha participação política, hoje, ser idêntica à que tinha antes do 25 de Abril, tenho consciência da minha liberdade, para assim poder ser, e se a situação actual alterar, para poder ter outra atitude, mais participativa ou militante.

A tudo isto chamo consciência cívica (que pode ser mais activa ou passiva), podendo manifestá-la, como o faço agora! E, isso, devo-o ao 25 de Abril!

Com a maturidade política do nosso povo, desejo, cada vez mais, que exijamos dos nossos políticos a "representatividade" pela qual foram eleitos e não a representação individual dos seus interesses. Um político, depois de eleito, aceita um mandato que lhe foi conferido pelo voto. Deixa de se representar a si próprio! Quem se quer representar a si próprio ou aos seus interesses, não pode ser político!

Quantos políticos activos conhecem que façam isto?

Viva o 25 de Abril! Não só pela Revolução que foi mas, sobretudo, pela Revolução que ainda tem que acontecer!