Como vem sendo hábito, o Francisco Barrosa não deixa este texto, cheio de actualidade, sem a subtileza que lhe é reconhecida, pegando em mundos distintos, divinos e mitológicos acrescentou-lhe os ingredientes necessários para nos dar a sua visão acutilante da realidade. A não perder o próximo desenvolvimento.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
A Torre de Babel
A Torre de Babel
Como vem sendo hábito, o Francisco Barrosa não deixa este texto, cheio de actualidade, sem a subtileza que lhe é reconhecida, pegando em mundos distintos, divinos e mitológicos acrescentou-lhe os ingredientes necessários para nos dar a sua visão acutilante da realidade. A não perder o próximo desenvolvimento.
Como vem sendo hábito, o Francisco Barrosa não deixa este texto, cheio de actualidade, sem a subtileza que lhe é reconhecida, pegando em mundos distintos, divinos e mitológicos acrescentou-lhe os ingredientes necessários para nos dar a sua visão acutilante da realidade. A não perder o próximo desenvolvimento.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
Dia Internacional do Trabalhador - Uma Ilusão?
Desde que me lembro das comemorações oficiais do Dia do Trabalhador, em Portugal, já lá vão 38 anos (não pertenci à resistência, mas admiro todos os que lutaram pela liberdade), este ano, a data reveste-se de um significado especial. Cada um, à sua maneira, deve deixar impresso, neste dia, a sua marca!
Nunca o 1º de Maio, neste 38 anos, decorreu no meio de tanto desemprego, precariedade, incerteza, ameaças à dignidade do trabalho e dos trabalhadores, no meio de tanta sonegação de direitos do trabalho, em nome de uma necessidade de recuperação que apenas olha por aqueles que mais contribuíram para situação em que a Europa e Portugal, em particular, se encontram.
Em nome deste caos instalado, em que as medidas se contradizem e os responsáveis se desmentem a cada minuto, desnorteados pela ineficácia das suas medidas, cegos pela poeira que se levanta e lhes turva a vista a cada passo que dão no pantano seco, varrido por ventos de especulação, surgem novas bandeiras, como a da incerteza constante do emprego, o fim do emprego para a vida e outras bacoquices, que uns quantos pseudo-alinhados vão veiculando em nome da precariedade e da mobilidade que enriquecem o currículo.
Personalizemos o pensamento por uns momentos, aliviemos o nosso pensamento de ruidos e pensemos nas ideias peregrinas do parágrafo anterior... É isto que desejas? Foi desta forma que se formaram grandes empresas, foi desta forma que se atingiu a estabilidade social, é desta forma que os países com desenvolvimento sustentado prosseguem os seus objectivos? Então o que se pretende com esta nova pseudo-mentalidade?.... que afinal não leva a nada, apenas alivia aparentemente, como a manta que não é suficiente para cobrir o corpo e que num movimento contínuo apenas o deixa mais exposto e desesperado.
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| Manifestação de Chicago 1 Maio de 1866 |
Nunca como hoje, é necessária a nossa intervenção, cada um como sabe ou pode, contribuido para por a nú a ineficácia do atoleiro onde nos meteram em nome de uma coesão europeia de que cada vez somos mais periféricos, porque cada vez mais endividados como país e cada vez mais desesperados como pessoas, acusadas de irresponsabilidade e entaipadas pelo espectro do desemprego, que nos é acenado a cada dia com mais vigor por gestores de conduta ética duvidosa, movidos por objectivos pouco claros e que procuram fundamentalmente benefícios pessoais a todo o custo e sem olhar a meios. Foi esta geração de gestores, que forjou resultados, que recebeu chorudos bonús e que empobreceu as organizações. Agora, com as empresas totalmente descapitalizadas, procuram o assalto final através de uma maior exploração do trabalho, da redução dos salários e dos direitos, colocando no lugar dos accionistas, que nos bons tempos dividiram os lucros, os trabalhadores, para cobrirem os prejuízos. É isto que nos espera se nada fizermos, se nos limitarmos a ser espectadores passivos de um teatro real, onde todos, activamente ou passivamente são actores.
Nunca como hoje, o 1º de Maio é a realidade que nos une e que fará de todos mais pessoas, resistindo ao papel de marioneta a que nos querem reduzir.
1º de Maio... Sim, não é uma ilusão!
É o primeiro dia, para muitos, de cerrar os punhos e de os levantar na cara dos oportunistas da crise, governantes e gestores vampiros, que esperaram pela "calada da noite, para sugar o sangue da manada".
É o primeiro dia, para muitos, de cerrar os punhos e de os levantar na cara dos oportunistas da crise, governantes e gestores vampiros, que esperaram pela "calada da noite, para sugar o sangue da manada".
quarta-feira, 25 de abril de 2012
terça-feira, 17 de abril de 2012
A camionete do Luís Cerejo
A camionete do Luís Cerejo
Faz algum tempo, a "camionete da carreira" animou-nos os serões e fez-nos recuar muitos anos. Hoje apresento-vos um livro de contos, escrito por um beirão, onde todos estes sentimentos se misturam.
Aqui fica, também, a nossa carreira para recordarem:
http://sjorgedabeira.blogspot.pt/2006/08/camioneta-da-carreira-iii.html
Faz algum tempo, a "camionete da carreira" animou-nos os serões e fez-nos recuar muitos anos. Hoje apresento-vos um livro de contos, escrito por um beirão, onde todos estes sentimentos se misturam.
Aqui fica, também, a nossa carreira para recordarem:
http://sjorgedabeira.blogspot.pt/2006/08/camioneta-da-carreira-iii.html
terça-feira, 27 de março de 2012
A QUANTOFRENIA
A QUANTOFRENIA
Terei todo o gosto de partilhar o texto de um amigo meu e de muitos que conhecem este sítio, o Francisco Barroso. Tenho a certeza que terão o maior prazer na sua leitura, mas vocês dirão!
Clique aqui!
Terei todo o gosto de partilhar o texto de um amigo meu e de muitos que conhecem este sítio, o Francisco Barroso. Tenho a certeza que terão o maior prazer na sua leitura, mas vocês dirão!
Clique aqui!
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| João José Cochofel - 1988 |
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| O homem e o antropos-economico |
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Pequeno Almoço em S. Jorge da Beira
| 14-Fev-2012 | |
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No final da cerimónia, efectuada no dia de abertura da Expomoto, num Auditório do Centro de Exposições da Batalha completamente lotado, foram centenas os aventureiros a formalizar a inscrição para a grande maratona mototurística, agendada para 7 a 9 de Junho.
Confirmando a expectativa gerada ano após ano, com desenho de percurso capaz de surpreender os mais experientes viajantes como os maiores conhecedores das belezas nacionais, a 14ª edição do Portugal de Lés-a-Lés terá um trajecto inovador, com regresso ao interior do país, depois de estreante partida de Tavira. Além dos aplaudidos regressos a Covilhã e a Boticas, com um final de festa em grande e direito a ecrã gigante para assistir ao Portugal-Alemanha, primeiro jogo da selecção nacional no Euro 2012.
Epílogo de uma viagem com início no sotavento algarvio, com muitas novidades desde o primeiro dia, sem o habitual prólogo para mais folgada deslocação até ao Parque de Feiras e Exposições de Tavira (agora que não há lugar ao feriado do Corpo de Deus), onde terão lugar as verificações técnicas e documentais, deixando tempo livre para a descoberta do concelho. Território pleno de motivos de interesse para descobrir a pé ou de moto, incluindo o Pego do Inferno, lagoa com cascata natural, palco para bom período de relaxe antes da grande aventura.
Marcante final de etapa, prelúdio do não menos promissor segundo dia, levando a caravana para Norte, rumo às Terras de Barroso. Mas antes, muito antes disso, o pequeno-almoço em S. Jorge da Beira, a primeira visita do Lés-a-Lés ao complexo mineiro da Panasqueira ou o prazer de condução na estrada entre Vide e Lagoa Comprida, ligação nova que é já conhecida pelos motociclistas locais como a Stelvio portuguesa, alusão às curvas bem desenhadas da famosa estrada italiana dos Alpes. Segue-se a entrada na granítica Beira Alta, magistralmente narrada nas Terras do Demo, de Aquilino Ribeiro, antes da chegada a Trás-os-Montes via Sabrosa, onde, além do merecido almoço, haverá lugar a momento de recriação histórica. Afinal não é todos os dias que Fernão de Magalhães, um dos mais ilustres filhos da terra, assinala a passagem marcando as tarjetas que atestam o cumprimento de todo o percurso.
S. Martinho de Anta, terra com outro filho famoso, Miguel Torga, e Vila Pouca de Aguiar são outros marcos na viagem até Boticas, concelho em que será possível visitar as bonitas e bem conservadas aldeias que não foram vistas no prólogo aqui efectuado há três anos. Já em Boticas, bem no centro, final em festa de elevado calibre e cuidada produção, com direito a ecrã gigante para ver o Portugal-Alemanha, jogo do Europeu de Futebol de 2012.
As inscrições, limitadas a 1000 participantes, estão abertas até 30 de Abril, devendo ser enviadas via CTT para a sede da Federação de Motociclismo de Portugal, mantendo-se o valor de inscrição (125 euros) inalterado há vários anos. Para o processo de inscrição é indispensável o Cartão de Motociclista da FMP cujo investimento de aquisição (20 euros para sócios de motoclubes, 25 euros para os restantes motociclistas) é amortizado pelos 10 euros em senhas de combustível fornecidas a cada participantes bem como de descontos de 6 cêntimos em litro de combustível nos postos aderentes da BP, seguro de acidentes pessoais cobrindo acidentes com veículos motorizados de duas rodas, desconto no aluguer de veículos, etc.
roubei aqui: http://www.lusomotores.com/content/view/12356/1/ |
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
VIVA A CRISE
Frei Fernando Ventura
Isso mesmo, assim…, sem pontuação, sem sublinhados e sem sinais, sem acordos, por mais ortográficos que sejam.
VIVA A CRISE
Só assim mesmo, um imperativo. Um imperativo de consciência.
VIVA A CRISE
Só assim mesmo, uma interrogação. Uma interrogação, de dignidade.
VIVA A CRISE
Assim sem mais, sem glosas nem variações do politicamente correcto.
VIVA A CRISE
Neste novo ano que agora se inicia. Neste 2012 com tudo por inventar. Neste 2012, ANO NACIONAL E INTERNACIONAL DA SOLIDARIEDADE.
VIVA A CRISE
Isso mesmo, ANO NACIONAL E INTERNACIONAL DA SOLIDARIEDADE, assim…, sem pontuação, sem sublinhados e sem sinais, sem acordos, por mais ortográficos que sejam.
VIVA A CRISE
Neste 2012, o ano de recriar a aritmética do tempo novo e do Novo Tempo. Tempo de DIVIDIR para MULTIRPLICAR e de ADICIONAR sem SUBTRAIR nada a ninguém.
Se assim for,
VIVA A CRISE, vivamos a CRISE, neste imperativo de consciência, que mudará a história na medida em que as nossas consciências se mudarem, na medida em que formos capazes de entender que se não vivermos a vida, seremos vividos por ela e eu, não quero, não tenho tempo, tenho mais que fazer…
Há mais apressados por aí?
Então vamos a isso, vamos juntos, vamos todos, vamos pegar nisto, vamos pegar em nós e fazer a revolução. Pode ser?
Vamos mandar os senhores do tempo, os senhores da política do partidarismo bacoco, da economia que faz de nós carne para canhão, da finança que só sabe entender a linguagem da especulação criminosa, vamos mandá-los à mera… isso mesmo, à mera consideração das suas ideias.
Este tempo é o nosso de inventar a matemática da SOLIDARIEDADE. Este tempo é o nosso de dar a volta a isto. Não podemos parar os comboios, não podemos parar os aviões, não temos sucatas para negociar, nem robalos, nem alheiras, nem títulos de participação, nem sub-primes, nem primos nem primas… a que nos agarrar… mas temo-nos a nós, inteiros, vivos, com esta raiva que nos corre nas veias e que ninguém tem o direito de manipular ou de se “assenhorar”.
Não temos nada, mas temo-nos a nós! Por isso, senhores, temam-nos a nós!
Somos mais que números a contar no final das vossas manifestações.
Somos mais do que gente para mandar gritar na rua, mas depois de enrolarmos as bandeiras… não temos onde as meter…
Somos mais do que pagadores das asneiras que nos fizeram e que nos fizeram fazer.
Somos mais do que exercícios contabilísticos de ignomínia e discórdia.
Somos MAIS, muito mais… somos muitos mais, por isso temam-nos a nós que nos temos a nós.
E não estamos de férias como os nossos parlamentares, de todos os partidos, que foram para casa mais cedo. Não estamos de férias, não temos férias nem subsídios, nem feriados, nem dinheiro, mas temo-nos a nós; por isso temam-nos a nós.
Nós, sem vós e sem voz daremos a volta a isto. A revolução está na rua! Em tantas iniciativas que um pouco por todo o lado estar a ver gente a dar a mão a gente para que cada vez mais gente seja gente e para que nunca ninguém perca a dignidade de ser pessoa.
Nós estamos aqui. Não estamos de férias. Estamos na luta, na exclamação e na interrogação. Na indignação pelo direito à dignidade.
VIVA A CRISE, VIVAMOS A CRISE
Bom Ano 2012
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